Embora a intenção de garantir a segurança financeira da família seja nobre, deixar um precatório como herança significa, na prática, transferir um problema burocrático e severas perdas financeiras aos seus herdeiros. Para terem acesso ao crédito no futuro, os herdeiros precisarão enfrentar um processo de habilitação ou a abertura de um inventário, o que significa submetê-los a uma nova e longa espera.
Além da burocracia, essa decisão atrai custos elevados que corroem drasticamente o valor do patrimônio. Será necessário arcar com o imposto de transmissão (ITCMD), que pode chegar a 8% do valor total, dependendo do estado. Além disso, haverá a contratação de um novo advogado para o inventário, gerando novos honorários que podem alcançar até 30%. Somado a isso, ao longo dos anos de espera, a correção do precatório atrelada à inflação (IPCA) causa perdas financeiras significativas quando comparada ao aumento real do custo de vida.
Por isso, vender o precatório em vida não é abrir mão de um direito, mas sim um ato inteligente de planejamento e cuidado. Ao antecipar o recebimento, você transforma a incerteza em liquidez imediata, resolvendo com uma única medida o custeio de eventuais inventários e garantindo a paz de espírito para ajudar sua família agora, sem deixar para eles uma futura complicação jurídica e financeira.